Cruzador IJN Maya


Agradecimentos especiais ao plastimodelista Guilherme David, da AMME - Associação Macaense de Modelismo em Escala, pelas informações, textos e fotos cedidas para esse post.

Dados da Embarcação

Nome: IJN Maya (nome inspirado no Monte Maya, montanha japonesa)
País: Japão
Tipo: Cruzador
Classe: Takao
Construtora: Kawasaki (estaleiros em Kobe)
Comissionamento: 1932


Histórico do IJN Maya

O Maya era um navio rápido e fortemente armado, com poder de fogo suficiente para manter sua própria integridade contra qualquer cruzador inimigo da época. Participou ativamente da Guerra do Pacífico, onde foi designado inicialmente para apoiar a invasão das Ilhas Filipinas em 1941.

Em 1942 participou do combate que resultou no naufrágio do canhoneira americana USS Asheville, ao sul de Java. Ainda naquele ano foi designado para a busca, sem sucesso, do almirante William F. Halsey da Força-Tarefa 16,2 após o RAID (ataque) de Doolittle sobre Tóquio, que havia danificado o porta-aviões Ryuho durante sua conversão. Em maio o Maya participou da bem-sucedida invasão da Ilhas Aleutas e na Batalha das Ilhas Salomão Oorientais. Durante o bombardeio de Campo Henderson em novembro, o Maya foi atacado pelo USS Flying Fish (SS-229) e por um SBD (Scout Bomber Douglas) "Dauntless" que atingiu seu mastro com a asa e caiu em chamas, a bombordo do navio, matando trinta e sete tripulantes.

USS Flying Fish
O Maya voltou para Yokosuka para reparos e reequipamento em janeiro de 1943 e foi então transferido para a frota do Norte, apoiando missões de abastecimento para a Ilhas Kurile e ilhas Aleutas. Em março participou da Batalha das Ilhas Komandorski em uma batalha de quatro horas, danificanto o USS Salt Lake City (CA-25) e o USS Bailey (DD-492), mas os japoneses foram obrigados a abortar a missão por falta de combustível.
USS Salt Lake City

Em novembro de 1943, o Maya foi novamente atacado por um SBD Dauntless do USS Saratoga (CV-3), sendo atingido por uma bomba a bombordo, no convés das aeronaves embarcadas, acima da sala de máquinas Nº 3 e começou um incêndio de grandes proporções, onde setenta tripulantes foram mortos, mas o navio não afundou.

USS Saratoga
Em Kure o Maya embarcou dois hidroaviões Aichi E13A1 Jake, tropas, materiais e um macaco, doado pelo Zoológico de Kure como mascote. Durante a viagem, a tripulação ensinou o macaco inteligente saudar os oficiais superiores, causando constante irritação no comando.

Aichi E13A1 Jake

Na madrugada do dia 23 de outubro de 1944 o Maya combatia na Batalha da Passagem de Palawan juntamente com seus navios irmãos Atago e Takao, quando foram torpedeados pelo submarino americano USS Darter (SS-227). O Atago afundou em aproximadamente 18 minutos. Vinte minutos depois, o submarino USS Dace (SS-247) disparou seis torpedos no Maya, confundindo-o com o Kongō, dos quais quatro o atingiram, gerando poderosas explosões. Pela manhã o que restava do Maya estava à deriva, afundando cinco minutos mais tarde, levando para o fundo do mar 336 vidas, incluindo o capitão.

O IJN Akishimo resgatou da água 769 homens dos três navios afundados e transferiu-os para o encouraçado Musashi, que foi afundado no dia seguinte, quando então mais 143 tripulantes do Maya foram perdidos junto com Musashi.  Assim, a partir da tripulação original do Maya de 1.105 tripulantes, 479 foram perdidos, incluindo o macaco, que nada tinha a ver com a guerra.

Kit Montado

Fabricante: Nichimo
País: Japão
Período: anos 1970
Escala: 1/500

Observações sobre o kit

Os kits japoneses atuais têm ótimo nível de qualidade mas este é um modelo antigo, quando as indústrias de plastimodelismo ainda não seguiam a padronização de escalas como é visto hoje.

Nessa época era necessário atender tanto ao público adulto quanto o infanto-juvenil. Isso é perceptível nos detalhes omitidos no kit, assim como o tradicional grupo de partes metálicas para se motorizar o modelo. Qual seria seria a intenção do fabricante ao fazer esse kit: ser um brinquedo ou uma maquete?

Hoje não vemos mais a extinta escala 1/500 para navios, o que é uma pena, pois é melhor que a 1/700, por ser um meio termo entre um tamanho que permite detalhar bem o modelo, ao mesmo tempo que não ocupa muito espaço. Mas a escala que emplacou foi a 1/700; vai entender?


As limitações do modelo foram as seguintes:

- Muitas rebarbas para lixar.
- Não veio com om os eixos corretos dos hélices, exigindo adaptação com sucatas de outros kits.  ;
- Os aviões são 1/700 pois os que vêm no kit são bem ruins.

Fotos do kit

Arte da caixa
Partes do kit
Detalhe da parte inferior do casco
Detalhe da proa
Kit montado e pintado

Detalhe do kit montado

Detalhe do kit montado

3 comentários

Marcius Victor disse...

Que bacana Alfredo,

uma bela narrativa e ótimas fotos do brinquedo que, fez a alegria de muitos na infância e adolescência... E fui um destes que tive alguns kit parecidos (avião, navio, helicóptero), uma pena não ter continuado com a coleção...

Abraços,
Marcius Victor.

Alfredo Manhães disse...

Olá Marcius, que tal retornar ao hobby? Hoje em dia há kits de diversos fabricantes e escalas para todos os gostos.
Abraços!

Marcius Victor disse...

Pôxa Alfredo,

até que gostaria mas os playmos já me tomam um bom tempo de diversão, sem contar com o herdeiro que está gostando da brincadeira... E, não vou nem mencionar a questão espaço!!! rs

Mas vou me atualizando por aqui e, quem sabe um dia volto a colecionar os kits..

Abraços,
Marcius Victor.

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